17 de mai. de 2011

Alegria Compartilhada - Forfun

              


Originalidade define esse novo Forfun

Uma das mais difíceis tarefas no território da música, para uma banda, é conseguir reinventar seu estilo. O trabalho de evolução musical é pesado e requer coragem e atitude, ainda mais quando o estilo que lança a banda possui relativo sucesso. Por isso, a banda carioca Forfun merece todas as congratulações que vem recebendo no cenário independente da música brasileira. O novo disco, Alegria Compartilhada, só confirma o que a banda já tinha proposto com Polisenso (2008): uma revolução musical, um mix de várias influências e um dos sons mais legais dentre as bandas brasileiras da atualidade;
É fato que aqueles garotos de 2002 não são esses de 2011. Quase dez anos separam duas bandas claramente diferentes, que representam um amadurecimento não só em som, mas em discurso e postura. O pop punk californiano – estilo que os consagrou e que colocou as músicas da banda na cabeça de muitas garotinhas de onze anos – quase não está mais presente aqui. Se em Das Pistas de Skate às Pistas de Dança (2002) as músicas eram sobre o relacionamento adolescente, falta de grana, surf e skate, aqui a história é outra.
Já no Teoria Dinâmica Gastativa (2005) o Forfun mostrava nas faixas Good Trip e Viva La Revolucion! que era algo mais do que as bandas emo e pop punk que pululavam no mercado daquela época. Foi com essa mentalidade que os rapazes decidiram inovar de vez. Quatro anos, então, separaram TDG do Polisenso. Um disco original e único no cenário atual, que mudou de vez a cara do Forfun.
Polisenso tem dub, reggae, hard rock, música latina e muito eletrônico envolvido. As letras cantam liberdade, espiritualidade, crítica social e, como o título de uma faixa, o panorama da sociedade numa visão própria. É um excelente álbum e quase conceitual. E um ensaio para este Alegria Compartilhada.
O supracitado álbum traz consigo doze faixas com muito groove, eletrônicos e psicodelia. É difícil adjetivar esse álbum. O pop punk sumiu de vez, deu lugar a músicas com uma identidade nacional. O Forfun soube dosar a crítica sócio-ambiental (que chega a ser quase exagerada no Polisenso) e canta agora temas um tanto mais leves, adicionaram mais metais e chamaram gente de renome pra ajudar no clima do álbum. Aliás, o clima de Alegria Compartilhada é o principal. O disco fala de morro, praia, rio, dança, mas também de religião e amor. Além disso, conta com a presença de Black Alien, ex-integrante da banda Planet Hemp; Guto Bocão, mestre de bateria da Vai-Vai; Tiquinho, trombonista do grupo Funk Como Le Gusta; Fernando Bastos da Orquestra Brasileira de Música Jamaicana e Paulinho Viveiro que toca trompete com Seu Jorge.
Vale a pena escutar. O álbum tem uma vibe ótima, te faz querer largar tudo e ver o sol, entrar num carro e ir rumo à praia e outros estados de espírito relacionados à liberdade. Alegria Compartilhada reafirma a competência da banda de se reinventar, fazer um som original, e coloca o Forfun como uma das principais bandas no cenário independente e da nova música brasileira.

Outro ponto legal da banda é sua posição no mercado fonográfico. O Forfun lançou o álbum completo para download no seu site.

E aqui você escuta o Polisenso também na íntegra.

3 comentários:

  1. AFFFFFFFFFFFFFFFFFRICA

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  2. Dizem q o ALEGRIA COMPARTILHADA é o terceiro album mais não é. É O 4o album da banda

    Das pistas de skate ás pistas de dança(2003)
    Teoria dinamica gastativa(2005)
    Polisenso(2008)
    Alegria compartilhada(2011)


    É ISSO!

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  3. album super trabalhado
    som mais maduro
    eu particularmente nem ouvia muito
    mais passei a flaga o som dos caras depois desse album alegria compartilhada
    fino

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